Por trás dos fios: as pessoas que constroem a história da Incofios

postado há 1 semana
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Há histórias que vão além dos números de produção, das metas e dos indicadores. Elas também são construídas pelas pessoas que acompanharam a fábrica crescer, viram processos e tecnologias se transformarem e fizeram parte dessa evolução. Aos 25 anos, a trajetória da Incofios também pode ser contada pelas memórias de quem viveu de perto diferentes capítulos dessa história.

Quando Jaquemira Hertel chegou para trabalhar na empresa, em 2005, se assustou com o tamanho do lugar e com as máquinas de fiação, que nunca tinha visto antes. Na época, a Incofios operava com dez filatórios. Pouco depois, outros dez filatórios foram instalados, marcando uma das etapas de expansão acompanhadas por ela ao longo de sua trajetória na empresa.

Já o colaborador Nelson Pedroso viu esse começo de perto. Admitido em abril de 2004, também encontrou a fábrica com dez filatórios em operação. “Com o tempo, foram chegando mais máquinas”, recorda. De lá para cá, passou oito meses no filatório, 14 anos na embalagem e está há seis na bobinadeira, um percurso profissional que também acompanhou diferentes momentos da evolução da empresa.

Entretanto, nem todo mundo chegou sem intimidade com o setor. Altair Demarch já trabalhava com fiação antes de entrar na Incofios. Em 2007, quando começou na empresa, encontrou ali um parque de máquinas mais novo e moderno para a época. Colocou a experiência a serviço dos colegas, ensinando e circulando entre setores conforme a necessidade, e acompanhou de perto uma das mudanças mais marcantes de sua trajetória: a automatização da embalagem, setor em que trabalhou por muitos anos quando o processo ainda era manual. “Trabalhei bastante tempo na embalagem, quando o processo era manual, e depois chegaram as máquinas que automatizaram esse trabalho”, lembra.

A chegada de Rosemilda Berkembrock Bonomini, vinda do interior, também guarda a lembrança do impacto. “Eram máquinas enormes, bastante gente, muito barulho. Era tudo muito diferente para mim, mas eu gostei”, conta. Uma das mudanças que mais marcou sua rotina foi a implantação da climatização na Fiação Penteada, inexistente quando ela entrou, em 2007, e que, segundo ela, trouxe uma melhoria importante para o dia a dia.

Para Elpídio Gonçalves da Rocha, o começo teve um fator a mais: ele havia se mudado para Indaial há pouco tempo e a Incofios foi a primeira empresa em que procurou emprego. A contratação veio quase de imediato. De lá para cá, viu o número de máquinas e de colegas de trabalho crescer continuamente. “Hoje a empresa cresceu, aumentou o número de pessoas e também incorporou muitas máquinas com alta tecnologia”, diz.

Em meio a tantas mudanças, alguns aspectos permaneceram os mesmos ao longo dos 25 anos, segundo os próprios colaboradores. Para Rosemilda, é a relação da empresa com quem trabalha ali. “A empresa sempre foi muito correta e honesta com os colaboradores. O pagamento sempre esteve certinho”, afirma. Elpídio destaca o espaço para o diálogo interno. “Aqui, quando você quer expor suas dificuldades ou suas opiniões, elas são ouvidas”, diz.

É esse pertencimento construído ao longo de tantos anos que aparece com força quando eles falam sobre o significado de fazer parte dessa trajetória. “Para mim, a Incofios é a minha segunda casa. Eu gosto de trabalhar nesta empresa”, resume Nelson. Altair descreve sentimento semelhante ao completar quase duas décadas de casa. Rosemilda associa o significado à troca constante de aprendizado, entre ensinar colegas e aprender a operar diferentes máquinas, e resume tudo em uma palavra: gratidão. Elpídio enxerga na empresa a base que sustentou sua vida em Indaial, somada ao reconhecimento profissional e às oportunidades que foram surgindo pelo caminho.

São histórias diferentes, construídas ao longo de uma mesma trajetória. Enquanto a Incofios cresceu em estrutura, capacidade produtiva e tecnologia, muitas pessoas também cresceram junto com ela, acumulando aprendizados, experiências e histórias para contar.

Aos 25 anos, olhar para essa trajetória é também reconhecer quem ajudou a construí-la e quem continua fazendo parte dos seus próximos capítulos. Porque, por trás de cada processo, de cada máquina e de cada fio, existem pessoas que fazem a Incofios acontecer todos os dias.

Há 25 anos, transformando fios e envolvendo pessoas.

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